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Temos de perguntar-nos em primeiro lugar qual deve ser afinal o objecto do aconselhamento filosófico. Em segundo lugar, devo confessar que me agrada a terminologia (e inclinação) brasileira e que não tenho grande pejo em denominar de clínica, a prática filosófica. Sendo ambiciosa, a definição precisa de limites e objecto. Não só. Havendo várias soluções para as mesmas doenças, cujo diagnóstico e tratamento é feito por disciplinas como a psiquiatria, ou a psicologia e dentro de cada uma, correntes próprias, é útil ao filósofo clínico (ou prático) reconhecer, senão o método, pelo menos as tipologias de cada doença. Este não é um trabalho de raíz, o que representa por si um auxílio importante para uma nova visão e abordagem aos problemas que afligem todos os que de uma forma ou outra procuram auxílio perante o filósofo. Sou também de opinião que o filósofo clínico não tem de ser por formação licenciado em filosofia mas que deve ser avaliado quando isso for possível por um colégio de filósofos mais experientes e cuja exigência deva ser idêntica e elevada, tal como para o filósofo de formação, sendo que ambos, após esse exame, serão integrados numa mesma classe profissional que por mérito e esforço político deverá um dia ser homologada (aqui também à semelhança do que aconteceu no Brasil - se as minhas fontes não me enganam). [Até já]
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